Poluição atmosférica mata dois milhões de pessoas anualmente

Segundo um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição atmosférica causa a morte de mais de dois milhões de pessoas todos os anos. A análise foi baseada em dados de 1.100 cidades, cada uma com mais de 100 mil habitantes, espalhadas entre 91 países.

Alguns fatores que prejudicam a qualidade do ar e são diretamente relacionados a atividades humanas são os gases de escapamentos dos veículos, a fumaça de fábricas e fuligem das usinas de carvão. A contaminação do ar influencia de maneira bastante importante a ocorrência e a gravidade de doenças respiratórias, incluindo o câncer de pulmão, e cardíacas.

Esse estudo demonstra mais uma vez que as mudanças climáticas não nos afetam apenas de forma indireta, ou seja, comprometendo o equilíbrio do ecossistema e posteriormente a forma como a sociedade se relaciona com ele. Mas muitas vezes nos afeta também de forme direta, aumentando a frequência de diversas doenças, relacionadas à qualidade do ar, solo e água a que somos expostos.

Fonte:

Terra

Tagged , , , , ,

Registrada menor taxa de desmatamento na Amazônia desde 1988

Segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgados no começo do mês de dezembro, o desmatamento na Amazônia apresenta a menor taxa desde o início da medição, em 1988.

Conforme as medições entre agosto de 2010 e julho 2011, a área desmatada na região foi de 6.238 Km2. Se comparada ao verificado no período anterior (entre agosto de 2009 e julho de 2010), que apontou um total de 7.000 Km2 desmatados, significa uma redução de 11%. Vale lembrar que os dados do período citado entre 2009-2010 já haviam constatado um recorde negativo de desmatamento na região amazônica.

O estado do Pará continua sendo o que mais desmata, sendo responsável por quase metade do total, contudo apresentou uma queda significativa de 15% em relação ao período anterior. Já os estados de Rondônia e Mato Grosso aumentaram suas taxas de desmatamento, sendo que o primeiro dobrou essa taxa e o segundo aumentou-a em 20%.

Ainda que a notícia seja boa, é preciso adotar certa cautela nas conclusões a respeito dos dados. Conforme as taxas de desmatamento vão caindo, fica cada vez mais difícil manter essa tendência. Além disso, é preciso ter em mente que existem diversas outras questões envolvidas na preservação do meio ambiente e, especialmente, da biodiversidade.

Fonte:

Painel Florestal

Tagged , , , , ,

Perspectivas de um novo acordo global

Como vimos no último post, a COP – 17 terminou com três grandes decisões: a renovação do Protocolo de Kyoto, que vigoraria até 2012 e agora se estende até 2017 com a meta de reduzir de 24% a 40% as emissões de gases estufa em relação a 1990; o estabelecimento dos mecanismos de funcionamento do Fundo Verde; e um pré-acordo global. E é sobre esse último tópico, o mais comemorado por alguns e criticado por outros, que trataremos nesse post.

Esse novo acordo, que será firmado e entrará em vigor apenas em 2020, tem como principal ponto positivo a inclusão da participação dos países mais poluidores, como Índia, China e Estados Unidos. As metas reais de redução de emissão de gases estufa e outros detalhes do acordo começarão a ser discutidos ano que vem na COP -18, sendo debatidos até 2017.

Porém, muitos vêem esse novo acordo como um retrocesso, ou ao menos como um passo menor do que aquele que deveria ser dado. A inclusão dos países mais poluidores é muito importante para o sucesso de novos acordos, contudo, o estabelecimento de um acordo que entrará em vigor somente daqui a oito anos demonstra que os países não estão dispostos a fazer muitos esforços no combate ao aquecimento global. Mais do que isso, ao ignorar a diferença de responsabilidade histórica entre os países, as nações desenvolvidas demonstram claramente a falta de comprometimento com a diminuição das desigualdades entre os países.

São poucos aqueles que acreditam que o encontro em Durban foi realmente um marco histórico no combate às mudanças climáticas. Sem dúvida a renovação do Protocolo de Kyoto foi importante – mesmo que mantenha um controle pouco rígido sobre as emissões, além de não contar com um grande comprometimento dos países, como o Canadá que abandonou o acordo na segunda-feira, dia 12 – para que não se deixasse de ter um controle sobre as emissões de países importantes. Mas é preocupante a decisão de prorrogar um novo acordo, que a todos parece emergencial, para daqui a quase uma década.

Tagged , , , , ,

COP – 17

Após ser estendida por dois dias, a COP-17 termina com divergências em relação ao seu sucesso. Para alguns, foi celebrado um acordo histórico envolvendo todas as nações do planeta, inclusive os maiores emissores de gases do efeito estufa; para outros, foi apenas mais uma decepção.

A décima sétima conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP-17) foi sediada na cidade de Durban, na África do Sul. O encontro tinha como principais objetivos discutir um novo acordo global para a redução de emissão de gases-estufa, em substituição ao  Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período vence em 2012, ou uma prorrogação deste com novas metas e atores, como também se pretendia determinar o funcionamento do chamado “fundo verde”.

Sobre o Fundo, há quase unanimidade de que as discussões vêm sendo, desde sua criação na COP-16 em Cancún, conduzidas de maneira equivocada. A ideia do fundo é arrecadar US$ 100 bilhões anuais das nações ricas, e com esse dinheiro ajudar os países mais pobres a enfrentar as mudanças climáticas. Contudo, seja por falta de vontade dos países ricos, pelo momento de crise financeira, ou até mesmo pela falta de articulação entre as nações mais pobres que receberiam esses recursos, a ideia parece não caminhar. A Coréia do Sul ofereceu recursos para dar início ao fundo, mas diante do não comprometimento de nenhum outro país, o risco de que o “fundo climático” nem sequer entre em funcionamento torna-se cada vez maior.

Na Conferência foi aprovada também a renovação do Protocolo de Kyoto. O texto de renovação do Protocolo estabelece uma meta de redução de 25% a 40% (em relação aos índices de 1990) de emissões dos países envolvidos no acordo (chamados países do “Anexo 1”, que conta, basicamente, com países da União Européia e a Austrália) até 2020. É importante lembrar que essa renovação do Protocolo continua não contando com a participação dos Estados Unidos, nem obriga qualquer tipo de medida de países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China.

Mas o ponto de maior importância do COP – 17 foi o anúncio da intenção de um novo acordo global – que substituirá o Protocolo de Kyoto, abarcando todos os países signatários da Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Alterações Climáticas e estabelecendo metas obrigatórias de redução aos países emergentes que se tornaram grandes emissores como a China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

Fonte:

UNFCCC

Tagged , , , , , , , , , ,

Quase metade da população da região Amazônica vive abaixo da linha da pobreza

Um estudo lançado recentemente aponta indiretamente grandes problemas que refletem a maneira como o meio ambiente ainda é visto atualmente, além de como muitas das políticas publicadas adotadas são ineficazes. O estudo da Articulação Regional da Amazônia (ARA) concluiu que quase metade da população da região Pan-Amazônica vive abaixo dos níveis de pobreza.

O primeiro grande problema demonstrado pelo resultado do estudo é a incapacidade de geração de renda nessa região. Esse problema demonstra uma fragilidade enorme das estruturas econômicas, políticas e sociais, que não conseguem fomentar a criação de renda – ou ao menos para os seus habitantes – em uma região com um dos maiores potenciais econômicos do mundo, capaz de produzir riqueza de uma maneira não agressiva ao meio ambiente através de diversos setores, como os de fruticultura, bioindústria, turismo, energia limpa, entre muitos outros.

Outra questão bastante relevante levantada por estudos como esse (que não levam em conta as fronteiras dos países, mas sim de determinado bioma) é a menor eficiência que políticas públicas “singulares”, ou seja, de um determinado país sozinho, apresentam em relação a aquelas adotadas em conjunto. Isso fica claro quando, por exemplo, o Brasil lança um programa de preservação de determinado rio, que por sua vez nasce em um país vizinho – como o próprio rio Amazonas, que nasce no Peru.

A região amazônica compreende áreas de nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. O resultado desse estudo mostra como esses países estão pouco comprometidos com o desenvolvimento social e ambiental; e também o tamanho da oportunidade que estão desperdiçando de desenvolver suas economias de forma a manter áreas florestais muito importantes para o planeta, além de promover a igualdade social dentro de seus países.

Folha

Tagged , , , , ,

Lei que bane comercialização de sacolas plásticas é suspensa

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a suspensão, agora por tempo indeterminado, à lei que proíbe a distribuição de sacolas plásticas aos consumidores por supermercados e outros estabelecimentos comerciais da cidade. A prefeitura de São Paulo anunciou que irá recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.

A lei nº 15.374, aprovada em 18 de maio de 2011 pela Câmara Municipal de São Paulo e sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab, bania o uso de sacolinhas plásticas no comércio da capital. A lei entraria em vigor apenas em 2012, para que os estabelecimentos comerciais pudessem se adaptar à nova regra.

No entanto, sob o argumento de que, além de ineficaz, a lei violaria o direito do consumidor de transportar os produtos adquiridos no comércio; no fim do mês seguinte (junho), o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu, em caráter liminar, essa lei.

Após essa primeira suspensão, a prefeitura de São Paulo recorreu e só agora, quase cinco messes depois, o Tribunal de Justiça decidiu manter a decisão. Vale lembrar que o pedido de liminar foi feito pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico, que adotou essa mesma postura em outras 20 cidades que aprovaram leis semelhantes.

Ainda que a liminar contra a lei não seja suspensa até o final do ano, é provável que a quantidade de sacolinhas plásticas comercializadas pelos principais supermercados de São Paulo diminuía consideravelmente, já que um acordo firmado em maio, entre a Associação Paulista de Supermercados e o governo do Estado, prevê o fim da distribuição dessas sacolas até o final do ano.

Vale lembrar alguns números relacionados às sacolas plásticas: cada paulista usa, em média, 59 sacolinhas por mês; após uma redução de 95% na distribuição de sacolas nos supermercados de Jundiaí, os aterros da cidade deixaram de receber 480 toneladas de plástico em oito meses; cada sacolinha plástica demora 200 anos para se decompor na natureza.

De qualquer forma, enquanto diversos países e estados caminham para diminuir – ou até zerar – a quantidade de sacolas plásticas produzidas e consumidas, São Paulo parece tentar caminhar no sentido oposto.

Folha

G1

Tagged , , , , , ,

Aumento das emissões de gases estufa

Um novo estudo aponta que a quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera alcançou, no ano passado, um novo recorde desde o período pré-industrial. Além disso, a pesquisa mostra que não só o nível de emissões aumentou, mas também o seu ritmo de crescimento.

World Meteorological Organization (WMO), agência da ONU que promove estudos e discussões sobre temas envolvendo água, clima e tempo, divulgou no dia 21 desse mês um relatório que aponta um aumento de 29% na emissão de gases que afetam o efeito estufa natural.  O dióxido de carbono, por exemplo, é responsável por 80% desse aumento.

O relatório também destaca a crescente concentração de Oxido Nítrico – que possui um impacto climático relativo (ou seja, dada uma mesma quantidade de cada gás) muito maior que o próprio dióxido de carbono – na atmosfera. Esse gás é, também, muito prejudicial à camada de ozônio, que evita a entrada de raios ultravioletas oriundos  do Sol.

Os dados apresentados pelo estudo são de fato muito preocupantes, não apenas pelo grande volume de emissões de gases de efeito estufa, mas principalmente pela curva de aumento que essas emissões continuam apresentando, apesar de todo esforço que vem sendo feito no sentido dos países diminuírem suas emissões.

É oportuno também ressaltar o que lembrou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud, quando disse que, mesmo se cortássemos pela metade a emissão de gases do efeito estufa hoje – o que está longe de acontecer -, eles continuariam na atmosfera e ainda afetariam por muitas décadas o clima no nosso planeta.

WMO

Tagged , , , , , , ,

Vazamento de óleo na Bacia de Campos

No último dia 10, mais um importante acidente ambiental envolvendo extração de petróleo foi revelado. Desta vez, localizado no Brasil, mais precisamente na Bacia de Campos. Segundo as primeiras informações da empresa, o vazamento liberou entre 400 e 650 barris de óleo por dia no mar da região, que fica a 370 quilômetros a nordeste do Rio de Janeiro.

A unidade brasileira da petroleira norte-americana Chevron, responsável pela extração na região do vazamento, informou primeiramente que o acidente teria ocorrido por uma rachadura no solo oceânico, que teria ocorrido por razões naturais. Mas em um novo comunicado, a empresa admite que a causa possa estar relacionada com a perfuração de um poço de avaliação perto do local do vazamento.

Esse tipo de acidente tem acontecido com uma frequência preocupante recentemente. Ano passado, por exemplo, houve o pior vazamento na história dos Estados Unidos, que se iniciou após uma explosão em uma plataforma da empresa British Petroleum. O acidente, além de matar 11 pessoas, liberou entre 71 e 147 milhões de litros de petróleo no Golfo do México.

Segundo a empresa Chevron, em nota divulgada na terça, dia 15, o vazamento já teria sido aparentemente controlado. Contudo, há informações de que a mancha de óleo no mar é muito maior do que a informada pela empresa e que o número de navios envolvidos nas atividades de contenção e limpeza do óleo derramado no mar é muito menor do que o informado pela petroleira.

Órgãos governamentais iniciaram investigações sobre o acidente e abriram um processo contra a empresa, alegando que perfurações no local provavelmente aumentaram a pressão na região, provocando o vazamento. É importante lembrar também que o acidente terá, além dos impactos ambientais inerentes a ele, um grande peso político, já que acontece em um período de grande discussão a respeito de como devem ser as distribuições dos royalties do pré-sal.

Tagged , , , , , , , , ,

Plano SP 2040

A construção de uma cidade que proporcione melhor qualidade de vida aos seus habitantes depende, invariavelmente, de uma intensa participação da sociedade nas decisões de quais rumos devem ser tomados. Uma maneira de promover a interação entre os diversos setores da sociedade,  especialmente nas grandes metrópoles, é através de encontros de bairros e enquetes virtuais.

Esse tipo de projeto já foi adotado em cidades como: Chicago, Nova Iorque, Londres, Tóquio, entre outras metrópoles. E mais recentemente chegou a São Paulo, com o nome de Plano SP 2040. Como o nome sugere, o projeto é estabelecer, conjuntamente com a sociedade, um plano de metas para o ano de 2040 que objetive uma cidade mais adequada às vontades de seus habitantes.

Há três meios de interação no plano. Os  meios virtuais como consulta pública – na qual a pessoa responde um questionário pré-elaborado -, e a troca de informações e ideias através de fóruns. Existem também oficinas públicas presenciais sendo oferecidas pelas subprefeituras da cidade.

Os objetivos e estratégias do plano são divididos em cinco eixos estratégicos diferentes: coesão social, desenvolvimento urbano, melhoria ambiental, mobilidade e oportunidade de negócios.

A participação popular nesse tipo de projeto é muito importante para que ocorram melhorias significantes na cidade, que de outra maneira, provavelmente, demorariam a acontecer. Mas é importante também para demonstrar que os cidadãos querem sim fazer parte mais ativamente das tomadas de decisão, e que essa participação não deve se limitar mais apenas ao voto.

Fonte:

SP 2040

Tagged , , , , ,

Impactos das mudanças climáticas sobre o desenvolvimento humano

Divulgado na última quarta-feira, dia 2 de Novembro, o ranking de desenvolvimento humano coloca o Brasil na 84ª posição. Mesmo com um grau de desenvolvimento humano considerado alto, o país se mantém atrás de vários países de expressão econômica muito menor, como Panamá, Malásia e Trinidad e Tobago.

Conjuntamente ao IDH, o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou o relatório “Sustentabilidade e Equidade: Um Futuro Melhor para Todos”, que indica os impactos que os problemas ambientais podem gerar no progresso do desenvolvimento humano nas próximas décadas. O estudo tenta estimar esses impactos em dois cenários distintos: um, onde há “apenas” o aumento nos custos de produção – especialmente na agricultura- em decorrência do aumento da poluição atmosférica e da água e de outros eventos climáticos crônicos; e outro onde há um desastre ambiental, caracterizado, entre outras coisas, pela queda vertical da biodiversidade, desflorestamento, degradação da terra e elevação da frequência de eventos climáticos extremos.

Segundo as projeções, em ambos os casos apresentados acima haverá uma queda significativa no potencial de elevação do IDH – no primeiro cenário, a diminuição seria de 8% no índice projetado para 2050, e no segundo, de desastre ambiental, a queda seria de 15%. Levando em conta que a projeção para 2050, em um cenário sem dificuldades ambientais, prevê um aumento de 19%, podemos observar que é possível que todos os ganhos esperados para as próximas quatro décadas sejam anulados pelo impacto da degradação ambiental.

O relatório aponta ainda as regiões do sul da Ásia e da África Subsaariana como as mais vulneráveis aos impactos que as mudanças climáticas podem ter sobre o desenvolvimento humano. E sugere também uma proposta que vem sendo recorrente em encontros sobre sustentabilidade e desenvolvimento, que é a criação de um imposto – no caso sobre grandes transações financeiras internacionais – que arrecadaria cerca de US$ 40 bilhões anualmente para o combate as mudanças climáticas e a pobreza extrema.

Fonte:

Relatório de Desenvolvimento Humano de 2011

Tagged , , , , , , , ,